segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Passado é para ficar no passado

Após o término da minha aula fui para a frente da escola esperar pelo meu pai.
Estava distraída quando  fui despertarda pelo rugido de uma moto preta que ao ver a pessoa sobre a mesma reconheci de primeira. Fazendo-me ficar de queixo caído.
Eu nem estava pensando nele, não estava nem um pouco a fim de ver-lo, mas, aí, o cara resolve aparecer na minha escola. 
- Oi linda - me comprimentou com a sua frase de sempre e do mesmo modo, ele não faz isso somente comigo, pois eu já escutei ele falando nesse mesmo tom e dessa mesma forma com uma menina da escola perto de casa. Tirou o capacete com um sorriso no rosto. (Eu amo um sorriso torto, mas o dele é um sorriso, nada mais)
- Queres o que Matheus? - disse seca - Para de me persegui - bufei de raiva, cruzando os braços.
- Eu só vim buscar o que é meu por direito - ele colocando o capacete vermelho no gidom. (ele comprou, pois descobriu a minha cor preferida: vermelho)
- Nunca te pertenci, muito menos te pertenço hoje - estou incorvomarda. Ele não me procura faz um século e quando finalmente me procura fala essa parparidede. Eu pertenço somente a mim e a Deus e mais ninguém.
- Eu senti sua falta - desce da moto e se aproxima de mim. Meu pai não pode aparecer agora, ele não pode ver isso.
- Vaza daqui garoto - o empurrei.
- Antigamente você só queria estar colada em mim ou não lembra - espera aí! Ele me desafiou? É ele me desafiou. Ele não podia ter feito isso.
O mesmo mantinha um sorriso o qual tempos atrás eu estaria me desmanchando, mas agora só aumentou a minha raiva.
- Exatamente! - exclamei fazendo olhar-me sem entender. Tão bobinho - ANTIGAMENTE! Ou seja, no passado meu bem, no passado - debochei do carinha a minha frente.
- Sei que você ainda sente, pelo menos desejo por mim - esse sorriso debochado não sai do seu rosto.
O tempo quando estava cega de paixão (ou desejo) por ele foi há mais ou menos 3 três meses. Mas, uma semana e meia depois de nós termos ficado, descobri, por meio de uma amiga minha, a uma garota a qual ele estava ficando também.
- Como minha sinceridade sempre falo mais alto, não mentirei - seu sorriso desafiador passou para esperançoso - Eu te acho bonito - se aproximou mais um pouco - Porém - o afastei e ele tirou o sorriso do rosto - Não sinto mais nada por você a não ser nojo e a vontade de ter o quanto mais longe de mim.
Sempre quis falar isso pessoalmente para ele, mas não conseguia coragem suficiente para fazer e, por isso, demorei para raciocinar o meu dizer para ele. Não aguentei. Joguei tudo o meu sentimento por ele. Ele me maguou de mais. E percebi, mesmo depois do rolo descoberto, o quão bosaou era. Eu, uma vez, lhe disse: "eu perdoo somente aquele cujo venha perdi a mim o tal desejo com sinceridade". E ele fez isso? Não!
- Garoto ainda não entendo o motivo de ter vindo atrás de mim, mesmo depois de ter feito aquilo comigo.
- Do que você está falando?
- Da garota a qual você estava ficando no mesmo período de nós dois.
- Mas nunca fiquei com nenhuma outra garota naquele tempo - gargalhei. Se ele acha que me engana, pode tirar o cavalinho da chuva.
- Então o nome "Rosa Sampaio" não te lembra alguém? - perguntei com uma das sombrancehas levantada. E o mesmo arregalou os olhos - É meu bem, não sou do FBI, mas poderia ser. Você acharia mesmo que conseguiria esconder isso de mim por muito tempo? - o garoto ficou sem palavras. Abriu a boca para falar, mas nada saiu - Se quisesse poderia descobri onde, o médico e a hora exata do teu nascimento. Meu bem, tenho meus contados - pisquei para o homem (ou menino, dependendo do ponto de vista) o qual se distanciou um pouquinho - Quer mais alguma coisa ou isso basta para ti saber o meu querer de você? 
- Não! Não basta.
- Queres mais? Eu já falei tudo.
- Se não sente mais nada por mim, quero uma prova - e o Matheus me desafia mais uma vez.
- Como por exemplo? - aquele papo estava deixando-me de cabelo em pé.
- Isso.
Não consigo dizer mais nada, porque minha boca foi coberta por outra.
Droga! Mil vezes droga! Ele além de bonito ainda beija bem e tem uma pegada dos Deuses.
Mas me pergunto: do que vale todas essas qualidades quando se tem uma fazendo todas decairem? 
Empuro ele com força, por causa dele ser mais forte comparando a mim.
- Já ouvi falar que o tempo cura tudo, mas nunca imaginei a sua rapidez. Com esse beijo não senti nada a não ser nojo. Essa prova é suficiente? - fico olhando para a pessoa a minha frente rindo por dentro da sua reação com o meu dizer.
- Ainda não acredito - tentou ser convicto na fala, mas eu, sendo eu, percebi nela a incerteza.
- Matheus, Matheus, Matheus. Está querendo enganar a quem? Pois a mim isso não funciona. Reconheço uma mentira pela fala.
Quando ficamos nem conversávamos muito pessoalmente. Sempre era pelo celular, mensagens.
- Eu estou gostando de você, de verdade - sua fala parece ser verdadeira.
- Então meu jovem. Tenho pena sua. Não quero mais nada contigo. Sege a tua vida e eu já estou seguindo com a minha. Mil vezes melhor sem você nela - olho para o lado e vejo o carro do meu pai - Licença. Meu pai chegou. Se cuida. Tchau, tchau.
Não esperei uma reposta dele e fui em direção ao carro e entrei nele. Agradeci muito quando vi a minha mãe dirigindo e não o papai. Sem perguntas, só um abraço de conforto depois de ter contado tudo a ela sobre o reencontro inesperado.
Ele é passado!

                              A. R.

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